O que é um venture studio e como ele é diferente de uma software house
Daniel Forjaz · DoubleD Venture ·
A resposta curta
Uma software house vende horas de desenvolvimento para construir o que você especificou. Um venture studio entra antes da especificação, questiona o problema e divide com você o risco de o produto não dar certo.
Os dois escrevem código. A diferença está em quem decide o que vai ser construído e em quem paga a conta quando essa decisão estava errada.
Como trabalha uma software house
Você chega com a especificação, a software house estima as horas e entrega o código correspondente. É um modelo claro e funciona bem quando a especificação está certa.
O problema aparece quando ela não está. Se o escopo foi pensado errado, o código sai exatamente como pedido e continua não resolvendo. O custo de refazer fica com o cliente, porque a software house fez o que foi contratado.
Como trabalha um venture studio
O venture studio começa investigando o problema. Quer entender o negócio, os dados e os sistemas que já existem antes de falar em tela ou tecnologia. Se achar que o caminho pedido não resolve, ele discorda e propõe outro.
Por isso ele escolhe projetos. Não pega qualquer escopo, cobra por etapa entregue e não por hora, e em alguns casos entra como sócio do produto. O interesse dele é o produto funcionar, não a quantidade de horas vendidas.
As diferenças lado a lado
- Quando entra: a software house entra com a especificação pronta; o venture studio entra antes dela.
- O que vende: a software house vende horas; o venture studio vende um resultado dividido em etapas.
- Quem carrega o risco da especificação: na software house, o cliente; no venture studio, os dois.
- Quem decide o escopo: na software house, o cliente; no venture studio, o escopo sai de um diagnóstico feito junto.
- Depois do lançamento: a software house costuma encerrar o contrato; o venture studio acompanha métricas e evolui o produto.
Quando a software house é a escolha certa
Se a sua empresa já tem gente de produto, sabe exatamente o que precisa construir e só falta capacidade de desenvolvimento, uma boa software house resolve. Pagar por diagnóstico nesse caso seria pagar por algo que você já tem.
Quando o venture studio faz mais sentido
- Você tem um problema claro, mas ainda não sabe qual produto resolve.
- Quer usar inteligência artificial e não sabe onde ela muda o resultado de verdade.
- Não existe time técnico interno para questionar o que está sendo construído.
- Você quer alguém que diga não quando o caminho estiver errado, e não só alguém que execute.
Como a gente faz na DoubleD
O trabalho tem etapas, e cada uma termina com algo concreto na sua mão. Primeiro vem o Assessment, de uma a duas semanas, com o problema descrito em linguagem de negócio, o mapa do que já existe, as oportunidades em ordem de retorno e um escopo com prazo e custo. Depois vem o protótipo, de duas a seis semanas, funcionando nas mãos de usuários reais. Só então a produção.
Somando as duas primeiras etapas, o produto costuma estar funcionando entre três e oito semanas. O código fica com o cliente, documentado para qualquer equipe assumir.
A gente também recusa projeto. Quando já existe solução pronta no mercado, quando o escopo não pode ser questionado, quando não há ninguém do lado do cliente com poder de decisão ou quando o prazo exige atalho técnico, a resposta honesta é não.
E construímos os nossos próprios produtos com o mesmo método. Typedit, Posthub, Zapcast e o Acervo PLACAR estão em operação hoje, e é deles que vem boa parte do que a gente sabe sobre o que funciona.
Na DoubleD todo projeto de produto novo começa pelo Assessment, um diagnóstico pago de uma a duas semanas. O documento fica com você, mesmo que a gente não construa nada depois.
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